“Já passou da hora de levar a sério a doença celíaca”: Prefeitura de Mariana realiza simpósio sobre o tema durante mês da conscientização
(06/06/2023)
Por Isabela Jorge
No mês de maio, a Prefeitura de Mariana, por meio da Secretaria de Saúde e em parceria com a Bem Viver Sem Glúten, realizou um simpósio com a temática “Já passou da hora de levar a sério a doença celíaca”. A ação foi realizada em alusão ao Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Celíaca, comemorado em 16 de maio. O objetivo da data é desmistificar alguns conceitos sobre a doença e conscientizar a população sobre os riscos à saúde e os hábitos diários que podem ajudar a evitar complicações mais graves. Pensando nessa proposta, o simpósio foi realizado para despertar o olhar da população e dos profissionais da área da saúde para essa temática. A programação foi completa e contou com a presença de diversos profissionais, entre eles:
Kethleen Formigon Gomes - Exibição do Documentário “Não Contém Glúten”
Fernando Valério - Especialista em gastroenterologia e nutrologia
Tema: “Já passou da hora de levar a sério a doença celíaca”
Gláucia Hübner Gonçalves - Nutricionista e fitoterapeuta funcional
Tema: Alimentação Saudável sem Glúten
Aline Moreira de Lima - Odontologia Integrativa
Tema: A importância do olhar do profissional para além dos dentes.
O evento contou com a participação de 84 pessoas e com mais de 200 visualizações no vídeo de transmissão. A ação foi de muita importância e a fundadora da Bem Viver Sem Glúten e cirurgiã dentista, Aline Moreira de Lima, ainda deixa uma dica para quem é celíaco. “Para quem tem o hábito de fazer as refeições em casa é mais fácil, mas para quem tem a rotina mais fora de casa, a melhor opção é organizar marmitas e lanches congelados para o dia a dia. Atualmente, encontramos com mais facilidade opções de alimentos seguros e saborosos em alguns locais da região. O acompanhamento da nutricionista é muito importante porque inicialmente ficamos perdidos com a dieta e tendemos a consumir muitos alimentos industrializados e refinado”, afirma.
VOCÊ SABE O QUE É DOENÇA CELÍACA?
De acordo com o Ministério da Saúde, é uma doença autoimune que provoca uma reação exagerada ao glúten, proteína presente no trigo, cevada, centeio e seus derivados. O dia 16 de Maio é marcado como a data de Conscientização da Doença Celíaca e em razão disso, a temática tem ganhado mais repercussão e despertado os olhares para o cuidado com a saúde. Geralmente, a doença surge já na fase da infância, em crianças entre seis meses e cinco anos. Em alguns casos pode surgir durante a vida adulta e pode provocar diversos sintomas, como:
- Diarreia e prisão de ventre;
- Dor abdominal;
- Inchaço na barriga;
- Danos à parede intestinal;
- Falta de apetite;
- Baixa absorção de nutrientes;
- Osteoporose;
- Anemia;
- Perda de peso e desnutrição.
A busca por atendimento especializado é ideal para diagnosticar a doença, através do exame clínico e posteriormente com a biópsia realizada por meio da endoscopia. De acordo com a fundadora da Bem Viver Sem Glúten e cirurgiã dentista, Aline Moreira de Lima, é importante ter alguns cuidados na dieta. “A dieta isenta de glúten é fundamental para a saúde e bem-estar do celíaco, pois ainda não existe medicamento para tratar. O glúten não desaparece quando os alimentos são assados ou cozidos, nem com a lavagem dos utensílios e limpeza da área de manipulação dos alimentos. Por isso, uma dieta deve ser seguida à risca e considerando a contaminação por manipulação, do ambiente ou o uso de maquinário durante a produção dos alimentos. A doença celíaca é uma doença auto imune e sistêmica e a contaminação para o celíaco, funciona como se ele ingerisse um pouquinho de veneno todo dia e ao longo do tempo. Isso pode desencadear outras doenças, além de aumentar a predisposição de câncer no sistema gastro intestinal”, afirma.
A fundadora ainda explica. “Em média, de cada sete celíacos, apenas um tem o diagnóstico estabelecido. Além de não diagnosticar, os profissionais podem criar barreiras, e isso precisa acabar! Precisamos estar atentos a todas as complicações e associações da doença, e buscar o diagnóstico nestes pacientes. Por isso é importante ser abordado o tema com a sociedade, com a comunidade acadêmica e com os profissionais da área de saúde”, destacou.
Foto: Bianca Parma