CAPS I de Mariana participa da Passeata pela Luta Antimanicomial em Itabirito

(31/05/2023)
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Por Isabela Jorge

No dia 18 de Maio, é comemorado o Dia da Luta Antimanicomial! Em alusão à data, a Prefeitura de Mariana, por meio da Secretaria de Saúde, participou da passeata que ocorreu em Itabirito, pelo fim dos manicômios.

De acordo com  Associação Brasileira de Saúde Coletiva, o Dia da Luta Antimanicomial é organizado por diversos movimentos sociais, grupos, coletivos e entidades, o dia é de celebração e de luta, em espaços públicos, serviços de saúde mental e universidades. A data marca as mobilizações em torno do fechamento de manicômios e a formalização de novas legislações, a implantação da rede de saúde mental e atenção psicossocial e da instauração de novas práticas em um importante movimento de Reforma Psiquiátrica Brasileira, uma referência internacional.

A Doutora Nathalia Temponi Natal, do CAPS I, relata sobre a importância dessa luta. “A Luta Antimanicomial, é diária, marcada por práticas do nosso cotidiano, e o dia 18 de maio simboliza as conquistas que nós tivemos durante todos esses anos com a Reforma Psiquiátrica Brasileira, que garante os direitos dos usuários dos serviços de saúde mental e o tratamento em liberdade”, afirma.

Durante a passeata estavam presentes os pacientes e trabalhadores da área da saúde das cidades de Mariana, Ouro Preto e Itabirito e teve como intuito conscientizar a população e abrir os olhos para as questões de saúde mental. Através da luta para o fim dos manicômios, busca-se a garantia do direito das pessoas em sofrimento mental para um tratamento livre, em sociedade e de qualidade. As pessoas presentes também alertaram que o tratamento não é realizado apenas com o uso de medicamentos, mas com acompanhamento psicológio e profissional e através de atividades práticas, como pintura, artesanato e apresentações musicais.

A passeata teve como ponto de partida o prédio da Prefeitura de Itabirito, com destino ao CAPS I, onde ocorreu um lanche coletivo e apresentações musicais e de peças teatrais. O terapeuta ocupacional, Jurandir Maciel de Oliveira Filho, relata a importância dessa data. “Antes os pacientes eram privados de liberdade, segregados e excluídos da sociedade. Essa data é importante para a gente promover a importância da atenção psicossocial, pelo fim de leitos de manicômio, para a inserção da família, da sociedade e gestão pública no processo do cuidar. Mas principalmente, garantir o acesso à saúde. Nós não podemos mais retroceder na história!”, destacou.

Foto: Isabela Jorge