Mãos Solidárias passa a executar projetos que promovem a inclusão de pessoas com deficiência
(13/10/2019)
Por Deivid Oliveira
O operacional do Mãos Solidárias se reuniu na sexta-feira (11) com a Associação das Pessoas com Deficiência de Mariana - ADEM. O objetivo foi discutir a questão da acessibilidade no município e a importância de se criar uma cidade modelo, em que todos tenham o direito de ir e vir. Agora, com a parceria firmada entre as duas entidades, a equipe do Mãos Solidárias se prontificou a melhorar a questão da acessibilidade de cadeirantes, idosos, grávidas, crianças, etc.
Durante o evento, foram apresentadas fotografias que exemplificam a dificuldade que pessoas com mobilidade reduzida enfrentam nas ruas da cidade. Além disso, pessoas que convivem com a situação testemunharam os embates que enfrentam diariamente. O encontro, além de destacar o problema, contribuiu para sensibilizar os colaboradores do Mãos Solidárias, que são alguns dos responsáveis por transformar a realidade de Mariana, distritos e subdistritos. O momento de troca e aprendizado foi significativo porque coloca em discussão o papel dos cidadãos marianenses na construção de uma cidade mais inclusiva.
Para Aparecida Tavares, presidenta e criadora da ADEM, o encontro melhorou a auto-estima dos colaboradores porque mostrou a importância de quem executa as obras ao possibilitar que as pessoas que precisam possam transitar livremente. Segundo ela, o operacional é a base das obras, portanto possui um papel importante para promover acessibilidade, ou, nas palavras dela, realizar um desenho universal bem feito. Aparecida amplia a discussão ao enfatizar que o fato de Mariana ser uma cidade histórica, que nasce sem pensar em debater o assunto, não impossibilita que seja lançado um olhar crítico e referencial. Pelo contrário, com novas leis e tecnologias, é possível construir uma cidade acessível. “Nós ganhamos a cidade de herança, por isso é preciso conservar para que todo mundo possa usufruir”, complementa.
O desejo de permitir acessos e adotar um olhar mais humano por parte do poder público já circulava no Mãos Solidárias, entretanto os eventos promovidos na arena de Mariana em comemoração ao Setembro Verde, intensificaram a emergência do debate. Segundo o engenheiro Eustáquio Veiga, as obras muitas vezes foram pensadas de acordo com as diretrizes exigidas, porém a execução pode não garantir uma circulação autônoma por parte das pessoas que mais necessitam. Por isso, é importante que a população assuma o compromisso de fiscalizar as obras para observar, por exemplo, se os passeios estão estreitos ou se as rampas possuem a inclinação adequada.
FOTO: DEIVID OLIVEIRA l PREFEITURA DE MARIANA