Saúde implanta novo método de monitoramento do Aedes aegypti

(16/02/2016)
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Pedro Ferreira

Trinta ovitrampas - armadilhas de monitoramento do Aedes aegypti - foram recolhidas em seis bairros de Mariana. A iniciativa é da Secretaria Adjunta de Vigilância e Promoção à Saúde, em parceria com o projeto Lemonade da Fundepar/UFMG.

A ferramenta pouca conhecida é usada para monitorar e controlar os pontos de infestação. A partir dos dados recolhidos, a Secretaria de Saúde consegue definir com precisão quais locais da cidade a Vigilância Epidemiológica precisa intensificar suas ações contra o mosquito transmissor.

Para a pesquisadora, Helena Gomes, o apoio do poder público é fundamental para que o projeto saia do papel. “Sem a participação da Secretaria, o projeto não iria funcionar. Mariana nos recebeu de portas abertas, estamos muito contentes com o retorno”, informou Helena, uma das idealizadoras da iniciativa, acrescentando que é desejo do programa ter um mapeamento completo da região, expandindo-o para todos os bairros do município e distritos.

A secretária adjunta de vigilância e promoção à saúde, Nathércia Nobre, comentou sobre a possibilidade de ampliação do raio de ação do programa. “A informação que essa ferramenta apresenta é fundamental para nos indicar as regiões com maior risco de transmissão. Além de ampliar o raio de execução do programa para toda cidade, queremos que esses pesquisadores ensinem essa técnica para nossa equipe de endemia”, afirmou a secretária.

Durante os próximos meses, os agentes e os pesquisadores visitarão as casas para trocar as armadilhas e assim elaborarem um mapa com todo balanço da região. Até agora os bairros contemplados são Santo Antônio, São Cristóvão, Morada do Sol, Jardim dos Inconfidentes e São Gonçalo. A estimativa é que até o meio do ano, novos locais recebam o método de controle.

O QUE É OVITRAMPA?

A ovitrampa simula o ambiente de procriação do Aedes aegypti. Nele, os pesquisadores inserem uma palheta de madeira em um vaso preto, que facilita que a fêmea do Aedes coloque ovos. Dentro do recipiente, é colocada uma substância larvicida. Dessa forma, os agentes conseguem observar de maneira mais rápida e eficiente a quantidade de mosquitos naquela região.

FOTO: PEDRO FERREIRA | PREFEITURA DE MARIANA