Primaz de Minas de braços abertos

(05/01/2016)
00:00

Eliene Santos 

O rompimento das barragens de rejeito da empresa Samarco, no dia 5 de novembro, se configura no pior acidente da história de Mariana, e um dos piores da história recente do Brasil. O rastro de lama percorreu cerca de 70 km no território marianense, se estendo por outras cidades em Minas Gerais e também no Espírito Santo. Diante de tamanha tragédia, a Prefeitura de Mariana vem a público lamentar a perda de vidas inocentes, de bens materiais e de laços afetivos. Infelizmente uma parte da nossa história foi soterrada pela lama.

Em virtude disso, cada vez mais os turistas vem cancelando suas visitas a cidade, o que piora ainda mais a situação do município, pois Mariana tem no turismo uma de suas principais fontes de renda. Por esse motivo, ressaltamos que a sede do município não foi atingida pelo rompimento das barragens. O Centro Histórico mantém preservados seus monumentos, ruas, praças e casarios. 

Mariana, uma das cidades históricas mais importantes do Brasil, possui um acervo patrimonial muito extenso e conserva belas igrejas, ricos museus e um imenso conjunto de monumentos civis e religiosos construídos no tempo do Brasil Colônia, quando o ouro era abundante na região. Obras como essas motivam pessoas do mundo todo a conhecer de perto essas riquezas. Pesquisas recentes da Secretaria Estadual de Turismo (Setur-MG) apontam que 83% dos visitantes que procuram Mariana como destino são motivados pelo turismo cultural. Destes, 82,9% afirmam que a viagem atendeu plenamente às expectativas. Os itens mais bem avaliados pelos turistas foram a hospitalidade, a gastronomia e os atrativos turísticos. Venha visitar Mariana. Se vir fazer turismo nessa bela cidade histórica mineira já era uma maravilhosa experiência, agora é também um ato de solidariedade.

Conheça Mariana

Nascida em 1696, como arraial de Nossa Senhora do Carmo, Mariana, a primeira Capital de Minas Gerais, recebeu das mãos do presidente Getúlio Vargas o título de Monumento Nacional por seu significativo patrimônio histórico, religioso e cultural, em 1945. Segundo o historiador marianense Rafael Arcanjo Santos, em 1745 o Rei de Portugual, Dom João V, elevou a então Vila Real do Ribeirão do Carmo a categoria de cidade, mudando, portanto, seu nome para Mariana, uma homenagem a Rainha Maria Ana de Áustria. No dia 6 de Julho de 1945, em homenagem a data bicentenária de elevação a categoria de cidade, o presidente Vargas erigiu em Monumento Nacional todo o acervo arquitetônico, urbanístico e paisagístico de Mariana, dando a cidade o título de Monumento Nacional.

Foto: Lauro Soares | Almanaque