Celebração em honra a Senhora do Carmo abre o “Dia de Minas”
(21/07/2015)
João Felipe Lolli
“Os acontecimentos históricos ligados a fé tem que ser lembrados com alegria e gratidão”. Com essas palavras, dom Francisco Barroso, bispo emérito de Oliveira, recebeu os fiéis na igreja de Nossa Senhora do Carmo, na Praça Minas Gerais, em Mariana, para a missa solene que comemorou os 319 de fundação de Mariana. A cidade foi descoberta em 16 de julho de 1696, dia da santa elevada a padroeira da cidade.
A celebração teve início às 9h com a presença de autoridades municipais e estaduais, além de religiosos da cidade. A missa foi concelebrada pelo cônego Nedson Pereira de Assis e pelo padre Geraldo Barbosa.
Dom Barroso lembrou a força dos mais fracos e humildes, ao ressaltar a importância dos escravos na construção de Mariana. “Muitas vezes nos lembramos dos fundadores (bandeirantes) e artistas, mas esquecemos dos escravos”. O prefeito de Mariana, Duarte Júnior “Du”, lembrou a primeira missa rezada nessas terras. “O padre Gonçalves Lopes rezou a primeira missa dando graças a Deus pela descoberta das riquezas fartas do seu chão, mas buscando encontrar na Eucaristia a força necessária para construir os dias difíceis que viriam”, lembrou o prefeito.
A celebração encerrou com a leitura da mensagem que pedia para que a religiosidade, a arte e a cultura marianenses cheguem às próximas gerações. Em seguida teve a sinfonia dos sinos, que soaram por 10 minutos em homenagem a Primaz de Minas.
Ausência. Dom Geraldo Lyrio Rocha, arcebispo de Mariana, estava em viagem à Colatina, no Espírito Santo, participando das solenidades de 25 anos de fundação da diocese da cidade, onde foi o primeiro bispo. A justificativa foi dada no início da celebração por Dom Francisco Barroso, bispo emérito de Oliveira.
FOTO: ELCIO ROCHA | PREFEITURA DE MARIANA.
